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    terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

    Lesões, mudanças e pressão: os obstáculos do Palmeiras em 2016.


    O empate sem gols com o Santos, no último sábado, fez o Palmeiras aumentar para cinco jogos a série sem vitória na temporada. Ainda sem apresentar um futebol que convença a exigente torcida, o Verdão tenta corrigir erros e acabar com a irregularidade que tanto incomoda neste início de temporada. Para isso, porém, o time precisa superar de vez problemas que incomodam desde o segundo semestre do ano passado.

    Mesmo com a manutenção da base de 2015, os palmeirenses ainda apontam a necessidade de entrosamento. Outro obstáculo importante a ser vencido são as lesões - três titulares já deixaram a equipe por problemas físicos em menos de dois meses de trabalho. 

    E A BASE?

    Depois de uma grande reformulação em 2015, o Palmeiras abriu 2016 comemorando a manutenção da base. O Verdão conseguiu segurar os principais jogadores - do time titular campeão da Copa do Brasil, apenas o zagueiro Jackson não permaneceu no clube. Além disso, a diretoria acelerou o planejamento e acertou com oito reforços, todos definidos ainda na pré-temporada.

    Dentro de campo, porém, o time continuou apresentando os mesmos erros do ano passado: desatenção defensiva, pouca efetividade no ataque e muitas lesões. E o que era para ser uma das grandes vantagens neste início de ano, o entrosamento pela base mantida, acabou se transformando em problema. Tanto que, ao final de fevereiro, o time ainda não encontrou um conjunto.

    – Não adianta ficar se baseando nos primeiros jogos do ano para tentar prever o futuro. A única coisa é que o time precisa se entrosar. Dentro desse elenco maravilhoso, tenho certeza que o Marcelo (Oliveira, técnico) vai encontrar o time ideal para cada competição – disse o presidente Paulo Nobre, em entrevista à Rádio Bandeirantes na segunda-feira.

    Em 2016, o Palmeiras entrou em campo oito vezes. Até o momento, foram duas vitórias (contra Libertad e Botafogo), cinco empates (Nacional, São Bento, Oeste, River Plate e Santos) e uma derrota (Linense). Ainda à procura de uma formação ideal, Marcelo Oliveira não conseguiu repetir a mesma escalação por dois jogos consecutivos.

    DEPARTAMENTO MÉDICO


    Ano novo, problema velho. Após sofrer com as constantes mudanças na equipe por motivos de lesão, o técnico Marcelo Oliveira viu o departamento médico palmeirense lotar logo nas primeiras semanas de trabalho.

    Vitor Hugo perdeu o início da pré-temporada por causa de um problema muscular. Titular nos amistosos no Uruguai, Edu Dracena sentiu a panturrilha direita no dia 26 de janeiro e, desde então, segue em recuperação. Cleiton Xavier teve um problema semelhante e só deve voltar aos gramados em março. 

    Elogiado na pré-temporada, Moisés teve de operar o pé direito após sofrer um trauma na partida contra o Linense, o que vai deixar o meio-campista longe do time por mais quatro meses. A última "vítima" foi o atacante Barrios, que sentiu lesão muscular na estreia do time na Libertadores e deve ser desfalque nas próximas semanas. 

    MUDANÇA TÁTICA 


    Defensor do esquema 4-2-3-1, Marcelo Oliveira passou a apostar nas últimas duas partidas em uma formação com três volantes (Thiago Santos, Jean e Arouca ou Matheus Sales) para tentar dar mais posse de bola ao meio de campo e também fortalecer o sistema de marcação. 
    Se a zaga voltou a falhar no empate com o River Plate, do Uruguai, na última terça-feira, o time conseguiu sair zerado do clássico contra o Santos, no sábado. Mesmo com a necessidade de ajustes, principalmente na armação das jogadas ofensivas, o Verdão voltou a apresentar um futebol mais compacto.

    COBRANÇAS 


    Nem mesmo o título da Copa do Brasil, conquistado no início de dezembro, acalmou a torcida do Palmeiras. Ainda no Uruguai, nos amistosos contra Libertad e Nacional, Marcelo Oliveira precisou conviver com críticas e cobrança por causa do estilo de jogo da equipe. 
    Após estrear no Paulistão com vitória fora de casa, o treinador voltou a ser alvo de pressão por causa dos empates com São Bento e Oeste, e principalmente por causa da derrota em casa para o Linense.

    Incomodados com especulações sobre problemas internos e um possível racha no elenco, os jogadores do Palmeiras vieram a público defender o trabalho da comissão técnica. Até o presidente Paulo Nobre tentou acalmar os ânimos com elogios ao técnico Marcelo Oliveira.
    – É um técnico que nos últimos cinco anos disputou seis finais. Ele foi duas vezes vice campeão da Copa do Brasil com o Coritiba, isso sem falar nos títulos estaduais que conquistou no Paraná e em Minas Gerais. O Marcelo acabou de ser campeão com o Palmeiras há dois meses, tem contrato até o fim do ano. O currículo fala por ele mesmo. Estamos trabalhando para dar a melhor condição possível para a comissão chegar aos objetivos traçados – disse o dirigente.
    – O Marcelo tem um bom relacionamento como o elenco, não vejo ele nessa situação de estar perdido no vestiário – completou.

    HÁ SOLUÇÃO 


    Mesmo com os tropeços recentes, os palmeirenses falam em evolução e apostam em uma rápida recuperação. No último sábado, logo após o empate sem gols com o Santos, na arena, Fernando Prass afirmou que vê o time entrando nos trilhos.

    Na Academia de Futebol, o discurso é de aproveitar as partidas contra XV de Piracicaba (dia 25) e Ferroviária (dia 28) para deixar o time mais pronto para o duelo contra o Rosario Central (dia 3 de março), da Argentina, pela Libertadores.

    – Agora o time está mais solto, vem se comportando melhor. Já começamos alguns jogos atrás a melhorar, tenho certeza que vai melhorar mais ainda – afirmou Matheus Sales.


    Fonte: Globoesporte.com

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