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    sábado, 2 de abril de 2016

    Palmeiras desconhece, mas CBF diz que Victor Ramos saiu do clube para o Vitória.


    Mesmo com os seus direitos federativos presos ao Monterrey, a CBF assegura que a transferência de Victor Ramos para o Vitória foi feita a partir do Palmeiras. O atleta está no centro de imbróglio que pode resultar na eliminação do rubro-negro baiano do estadual. O ESPN.com.br teve acesso nesta sexta-feira a ofício encaminhado pela confederação no último dia 28 de março, segunda-feira.


    A federação baiana havia divulgado até aqui somente e-mail, em caráter informal, enviado pelo diretor do departamento de registros da CBF, Reynaldo Buzzoni, um dia antes.

    Victor Ramos fez a sua estreia pelo time do Barradão no fim de semana passado, contra o Flamengo de Guanambi, pelas quartas de final do campeonato.

    O clube do interior, que acabou sendo eliminado, entrou posteriormente com denúncia no TJD-BA (Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia) contestando a condição do defensor, que, de acordo com o TMS (sistema de transferências da entidade máxima do futebol) da Fifa, segue vinculado ao Palmeiras.

    Procurada pela reportagem, a equipe de Palestra Itália respondeu que desconhecia o assunto e foi surpreendida com o fato de Victor Ramos se encontrar, conforme revelado pela reportagem, ligado ao seu elenco. O Monterrey, detentor do atestado federativo, não solicitou o retorno do zagueiro ao fim do empréstimo enquanto que o Vitória não registrou ainda o novo contrato.


    Documento CBF Victor Ramos
    Na prática, o acordo é considerado nulo pela Fifa.


    "O uso do TMS é requisito obrigatório para toda transferência internacional de jogadores profissionais de futebol, e toda inscrição desta categoria que se realizar sem TMS se considerará nula", diz trecho do regulamento de transferência de jogadores da entidade.

    A despeito da negativa palmeirense, que teve a rescisão de contrato com o atleta efetuada em 31 de dezembro, a CBF, ainda assim, sustenta, em seu documento, que "foi feita uma transferência nacional do Palmeiras para o Vitória".

    O ESPN.com.br entrou em contato com a entidade para pedir explicações e esclarecer a situação, mas não teve as suas perguntas respondidas até o momento.


    Registro do defensor no sistema de transferências da Fifa,

    Victor Ramos teve o seu contrato publicado no sistema da CBF no dia 18 de março.

    O parágrafo terceiro do artigo 20 do regulamento do estadual prevê que, "em transferências internacionais, independentemente do protocolo dos documentos de registro e inscrição, o atleta só terá condição legal de jogo após a devida concessão da transferência pela CBF e se o seu nome estiver incluído no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF até às 19h (dezenove horas - horário de Brasília) do dia 16 de março de 2016".

    Em caso de conclusão de que se trata de uma transferência internacional, Victor Ramos teria entrado em campo, assim, em situação irregular contra o Fla de Guanambi, o que acarretaria na exclusão do Vitória da competição, de acordo com o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).


    Trecho do BID com o fim do empréstimo do zagueiro ao Palmeiras

    O presidente do Vitória, Raimundo Viana, mantinha inicialmente o discurso de que, para registrar Victor Ramos, precisava de uma "liberação especial da Fifa para o Monterrey transferir o jogador". Em seu ofício, a CBF informa que a liberação foi dada, na verdade, pelos próprios mexicanos.

    Em contato anterior com a reportagem, Viana ressaltou que o defensor veio do Palmeiras e que o TMS "pode ser feito a qualquer momento".

    "Mais atrás, cogitou-se essa possibilidade de transferência internacional porque ele pertence ao Monterrey, é do Monterrey, está emprestado ao Vitória, como esteve ao Palmeiras, e depois a federação chegou à conclusão de que foi uma movimentação interna e não precisava de autorização de ninguém. Por quê? Tudo que diz respeito ao atleta está no Brasil. Os documentos não retornaram ao México. Se tivesse ido, sim. Quem retorna está em algum lugar (risos). Só na cabeça do presidente do Bahia (Marcelo Sant'Ana) é diferente", explicou Viana.

    A Fifa, também consultada pelo ESPN.com.br, ainda não retornou o contato sobre o assunto.
    Fonte: ESPN

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