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O ano de 2015 foi o melhor do século para o Palmeiras.


O ano de 2015 chega ao fim, e o palmeirense tem muito mais motivos para sorrir do que para lamentar. O Resistência 1942 traz ao leitor os melhores momentos do ano, que finalmente parece ter sido o tal do “ano que vem” que há tanto esperávamos, e que começou com um prosaico amistoso contra o Shandong Luneng - uma vitória por 3 a 1 que serviu mais para apresentar parte dos novos contratados à torcida e tirar o gosto amargo que o final de 2014 deixou no Allianz Parque.

O primeiro grande momento do Palmeiras no ano foi a goleada por 3 a 0 sobre o SPFC, pela fase de classificação do Paulista. Robinho abriu o placar com um golaço por cobertura do meio do campo em Rogério Ceni; Rafael Marques fez mais dois e o time de Oswaldo de Oliveira, ainda acertando o padrão de jogo, começava a dar resultados.

Na semifinal do Paulista, fomos a Itaquera enfrentar o queridinho da imprensa, favoritíssimo para dez entre dez comentaristas. Num Derby maluco, saímos na frente, tomamos a virada, buscamos o empate e Fernando Prass fez o resto na decisão por pênaltis. “Acabou, Petros!”

O segundo grande jogo do ano no Allianz Parque foi a ida das finais do Paulista, contra o Santos. Numa partida em que nosso domínio foi visível, perdemos a chance de fazer um placar largo após Dudu perder um pênalti; fomos prejudicados por Guilherme Ceretta na finalíssima e o título ficou na baixada. Mas tinha troco...

O Brasileirão começou, e o time perdeu pontos importantes logo nas primeiras rodadas. A posição de Oswaldo no cargo estava muito frágil, mas uma vitória contundente por 2 a 0 em Itaquera deu-lhe sobrevida. Mais importante do que isso foi o efeito que a cacetada teve nos rivais, que demorou alguns jogos para colocar o time nos trilhos e que lhes custou uma eliminação na Libertadores para o poderoso Guarany United de Paraguay. 

Já sob o comando de Marcelo Oliveira, o time reagiu. Iniciamos uma grande sequência com outro chocolate histórico sobre o SPFC: 4 a 0, com um padrão de jogo espetacular, dando a Rogério Ceni uma despedida inesquecível.

A sequência continuou, e o time fez um um dos melhores jogos do ano na Arena Pernambuco, nos 2 a 2 diante do Sport – e perdemos a chance de matar o jogo perto do fim, levando o gol de empate nos acréscimos. Mas a boa fase prosseguia, e diante do pior Vasco de todos os tempos, aplicamos um impiedoso 4 a 1 em São Januário, porque dava para ter feito bem mais. O time colou nos líderes após 15 rodadas e parecia questão de tempo para passar e abrir.

A contusão de Gabriel, em partida contra o Atlético-PR no Allianz Parque, foi um divisor de águas no desempenho técnico do time. A boa fase terminou, os 4 a 2 no Flamengo no Allianz Parque foram o último suspiro de um time que entraria em extrema oscilação, com partidas magníficas intercaladas com jornadas modorrentas e até patéticas. Mas meter 4 no amorzinho da RGT sempre é bom.

Quando precisava, o time mostrava que tinha de onde tirar futebol. Após o sorteio, o Cruzeiro foi apontado como favorito no confronto pelas oitavas da Copa do Brasil, ainda mais depois de levar para Belo Horizonte uma derrota por 2 a 1 – o gol fora, segundo os experts, seria seu grande trunfo. Pois o Palmeiras deu um chocolate nos mineiros, abriu 3 a 0 ainda no primeiro tempo com show de Gabriel Jesus e Barrios e depois só precisou administrar a vantagem.

De volta ao Brasileiro, o estado de oscilação prevaleceu. Em outro jogaço, empate por 3 a 3 no Derby do returno, isso depois de perder pateticamente para o Goiás. Pouco depois, uma vitória acachapante, de virada, sobre o Fluminense, com triplete de Barrios.

O confronto contra o Inter, pelas quartas da Copa do Brasil, se aproximava, e o time seguia com um desempenho irregular. O empate no Beira-Rio foi um jogo bastante interessante, mas, três dias antes do jogo da volta, o Verdão foi dominado pelo SPFC no Morumbi; quando tudo apontava para uma derrota, Rogério Ceni e Robinho fizeram o bis: mais um gol por cobertura, desta vez nos acréscimos, definiu o empate e elevou o moral do time para o jogaço decisivo da quarta-feira, decidido na raça com um gol esfuziante de Andrei Girotto, que fechou o placar em 3 a 2.

Conforme o time ia perdendo pontos de forma estúpida no Brasileiro, com direito a uma goleada vergonhosa em Santa Catarina, a Copa do Brasil ia se tornando a única oção de conquista no ano. A imprensa teimava em nos dar como mortos. A torcida confiava, mas desconfiando. Os jogadores é que parece que sempre souberam que eram capazes. E em mais uma partida antológica diante do Fluminense no Allianz Parque, Fernando Prass garantiu no fim do tempo normal e nos pênaltis mais uma classificação heroica para o Verdão.

A reta final da temporada nos mantinha apreensivos. Derrotas pelo Brasileirão, para o Santos (com direito a caretinha de Ricardo Oliveira), e em casa para o Vasco, tiraram o sono da torcida. A resposta veio em mais um jogo maluco, disputado em Curitiba, contra o Atlético: um 3 a 3 cheio de alternativas, com muitos gols nos últimos dez minutos.

Mas nada se compara em emoção ao que vivemos nas finais da Copa do Brasil, contra o Santos. Depois de um primeiro jogo que seguiu o padrão dos jogos anteriores, com o Palmeiras muito mal taticamente e em que o 1 a 0 ficou baratíssimo (apesar do roubo de Luiz Flávio de Oliveira e do gol perdido de Nilson), a partida final foi tudo o que poderíamos desejar, com Dudu se redimindo dos erros da final do Paulista e Fernando Prass sendo o herói na cobrança dos pênaltis, defendendo e marcando. O Palmeiras não é grande: é GIGANTE!

Pode não ter sido o ano de nossos sonhos; tivemos muitos tropeços irritantes e um vexame daqueles. Mesmo assim, não tivemos neste século nenhum outro ano com tantos momentos brilhantes como este que se encerra. O Palmeiras pode não ter sido O TIME de 2015, mas nos encheu de orgulho e, ao que tudo indica, está se armando para ser, de novo, o time do ano que vem. E do outro, e do outro. Feliz 2016, e VAMOS PALMEIRAS!

Fonte: ESPN FC

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