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Cansado das críticas à defesa, Vitor Hugo se anima com Roger Carvalho.


Vitor Hugo é titular absoluto do Palmeiras desde que chegou, no início do ano passado, e nem uma falha decisiva em derrota para o Corinthians no começo do Campeonato Paulista de 2015 o tirou do time. Mas o zagueiro não se sente imune às críticas ao setor e fica incomodado. Agora, ao menos, se anima com o colega Roger Carvalho.

“Desde o ano passado é essa pegada, trocando sempre. Mas o Roger se manteve agora e é um grande jogador. Só tenho coisas boas a falar dos outros que já jogaram comigo, só que o Roger está mostrando muito futebol e tem muito a ajudar. E tem o Edu Dracena ainda, que já está voltando”, disse Vitor Hugo, citando o zagueiro que completa a quarta semana seguida como desfalque por lesão na panturrilha direita.

Mas não são as mudanças de colegas que irritam Vitor Hugo. “Agradeço muito por ser titular, é o reconhecimento do meu trabalho em campo. Mas não sou o principal zagueiro do Palmeiras e me sinto muito cobrado e incomodado. Não adianta eu receber elogios e a defesa ter tanta crítica. É paulada em todos os jogos e isso acaba cansando, porque tentamos fazer o melhor lá dentro. O time inteiro, inclusive os atacantes, faz parte do sistema defensivo”, cobrou, da mesma forma que faz consigo mesmo.

“Olho todos os gols que tomamos depois, com calma, para ver onde eu estava e o que poderia ter feito. Eu me cobro muito para evitar esses gols. O professor fala direto isso e precisamos estar ligados os 100 minutos de jogo, porque ainda tem os acréscimos, para evitar vacilos. Se não nos concentrarmos em bola parada, que é previsível por ser certeza que colocam na área, tomaremos outros gols assim”, continuou alertando.

Até como defesa de seu setor, Vitor Hugo argumenta a favor dos contestados chutões. Após ver Leandro Almeida perder vaga na equipe por abrir mão de afastar a bola e entregá-la ao meia Morais em falha grotesca em gol do São Bento, o camisa 4 lembra que a prioridade de qualquer zagueiro é evitar qualquer perigo ao goleiro Fernando Prass.

“Desde que me apresentei no Palmeiras, digo que saio jogando se der, mas, se não der, afasto o perigo de perto do meu gol. É minha obrigação evitar que a bola chegue ao Prass e me sinto muito cobrado quando o vejo como principal jogador do time. Precisamos trabalhar um pouco mais a saída de bola, sim, só que o chutão serve por falta de opção, para o nosso atacante brigar, dominar ou, se perder a bola, ela já está lá no meio-campo. Procuro evitar a bola rodando a nossa área”, indicou.
Fonte: Gazeta Esportiva

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