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Novato no time, Jean pede Palmeiras blindado e vê Marcelo "fantástico".


O elenco do Palmeiras passou por uma mudança grande de um ano para cá. Após 25 contratações na última temporada, mudança de técnico e título da Copa do Brasil, o clube buscou mais oito reforços para 2016. O último deles foi o volante Jean, ex-Fluminense. Novato no elenco e experiente na Taça Libertadores da América, principal objetivo alviverde neste ano, o jogador de 29 anos já se sente em casa e afirma sem temor: o clube está no caminho certo. 
Na última terça-feira, na estreia do Verdão na competição continental, Jean marcou seu primeiro gol pelo Palmeiras. O empate por 2 a 2 com o River Plate, do Uruguai, fora de casa, não foi o resultado ideal
– Estamos em fase de entrosamento. Tudo está caminhando, mas é difícil. A equipe mudou muito. É uma questão de percepção. Você perceber o que seu companheiro vai fazer, o posicionamento dele sem a bola... Eu, como volante, por exemplo, tenho de saber o que o Dudu vai fazer, qual vai ser a movimentação dele. Você só adquire com o tempo. Estamos muito próximos de agregar esse valor. O meu com o do Dudu, o dele com o Arouca, o do Arouca com o do Zé Roberto... Quando conseguirmos ter esse entrosamento, vamos subir – afirmou, em entrevista exclusiva ao GloboEsporte. 
O técnico Marcelo Oliveira não escondeu que sua ideia é que Jean seja titular ao lado de Arouca no meio-campo palmeirense, embora o setor ainda esteja em formação. O comandante, aliás, foi alvo de elogios do volante em diversos momentos durante a conversa com a reportagem. Principalmente pela forma como administra um elenco grande e com forte concorrência.  
Não só estamos fechados com o Marcelo, mas também entre nós, jogadores. É se blindar, realmente. Estamos devendo resultados, um grande jogo, uma vitória. O que não pode é perder a confiança. Começo de temporada é difícil, cara
Jean
– Não só estamos fechados com o Marcelo, mas também entre nós, jogadores. É se blindar, realmente. Estamos devendo resultados, um grande jogo, uma vitória. O que não pode é perder a confiança. Começo de temporada é difícil, cara – argumentou. 
Ansiedade pela chegada ao clube, aspectos táticos, pressão da torcida, expectativa por uma vitória diante do Santos em seu primeiro clássico, neste sábado, às 17h (horário de Brasília), na arena... Abaixo, Jean abre o jogo sobre suas primeiras impressões no Palmeiras e diz o que espera de 2016 na nova casa. 
GloboEsporte.com: Como está sendo o processo de adaptação ao Palmeiras? A transferência demorou bastante, você foi o último a chegar... 
Jean: Tenho pouco tempo aqui, mas já estou me sentindo em casa. Até pelo ambiente que o Palmeiras proporciona a todos os atletas que chegam, facilita muito a adaptação. Desde o primeiro dia eu já me senti muito em casa. É como se já tivesse jogado aqui. Espero manter esse ambiente favorável ao longo do meu contrato.  
A torcida também se mostrava muito ansiosa em relação à sua contratação. Como você recebeu isso? Já tinha jogado muito tempo no São Paulo... 
Eu só tive uma base maior quando começou a sair na imprensa da minha possível vinda para cá. Apareceu tanto palmeirense... Eu estava em Campo Grande, todo mundo perguntando se ia dar certo, torcendo para acontecer. Eu admirei muito o carinho do torcedor. Todos me abraçaram. 
Você fez os exames médicos, depois ficou uma dúvida se viria mesmo, e acabou acertando. Como foi esse processo? 
Ficou uma ansiedade muito grande. Sempre fui um dos que mais jogava por onde passei. Fiquei dois meses sem jogar, imagina como eu estava. O Palmeiras é muito grande, está lutando numa competição que todos querem o título, que é a Libertadores. Isso me motivou para que eu pudesse acertar com o clube e estar aqui hoje. 
Falando em Libertadores, você jogou duas pelo São Paulo e duas pelo Fluminense. O jogador acaba vendo o torneio de forma diferente, principalmente em um calendário com muitos jogos? 
Eu procuro não ver diferença. Lutei tanto para vestir uma camisa como essa, para ser realidade no futebol. Se alguém chegar para mim e falar: "Olha, hoje você vai jogar o Paulista, mas vai mais leve, porque daqui três dias tem a Libertadores". Eu vou falar para não me pôr em campo. Se eu entrar, vou dar meu melhor. Só saio se não aguentar mais. Claro que quando você entra para representar seu país, tem uma diferença. Mas é preciso trabalhar a mente para não perder a motivação. Fico feliz por ser o jogador com esses números em um campeonato internacional, mas eu carrego tudo lado a lado.  
Pela sua experiência na Libertadores, o empate com o River Plate do Uruguai foi um bom resultado? Ou o time perdeu uma chance de voltar com três pontos? 
Temos dois jogos em casa. Ganhando esses jogos, que é nossa responsabilidade, esse ponto se torna muito válido. Se acabar tropeçando, vai ser difícil de engolir. Aí vamos ter deixado de conquistar dois pontos.
Todo time grande tem uma cobrança maior. Você não pode ficar tanto tempo sem vencer. Ainda mais quando, na maioria dos jogos, seu time é superior. Não existe lógica no futebol, mas sim preparação. Estamos muito incomodados
Jean
Já são quatro jogos sem vencer. Já dá para sentir um clima mais complicado do que quando você chegou? 
Todo time grande tem uma cobrança maior. Você não pode ficar tanto tempo sem vencer. Ainda mais quando, na maioria dos jogos, seu time é superior. Não existe lógica no futebol, mas sim preparação. Estamos muito incomodados. Não vou falar que estamos vindo treinar leves. Claro que a confiança tem de estar lá em cima, mas estamos incomodados. Precisamos de uma vitória. É o que vai alegrar o ambiente, deixar a gente mais satisfeito. Não vou falar que precisamos jogar bem, porque estamos criando. Estamos tendo oportunidades, concluindo umas, e outras não. 
Alguns torcedores já começaram a questionar a evolução da equipe...
Torcedor age na emoção. Eles tiram as conclusões pelo último jogo. Temos de tomar cuidado com isso. Às vezes o jogador vai mal uma ou duas partidas, mas é natural com esse calendário. É difícil ter uma regularidade grande. Não só estamos fechados com o Marcelo, mas também entre nós, jogadores. É se blindar, realmente. Estamos devendo resultados, um grande jogo, uma vitória. O que não pode é perder a confiança. Começo de temporada é difícil, cara.  
E agora o adversário é o Santos... 
É um time que sempre tem uma molecada muito boa, que faz a diferença de drible, velocidade. Vai ser encardido, chato, como todo clássico é chato aqui em São Paulo. 
O esquema de jogo utilizado pelo Marcelo Oliveira contra o River Plate foi bom para você? Com o Thiago Santos mais recuado, você e o Arouca liberados... Favorece seu futebol? 
É muito bom para mim. Para quem tem a característica de marcar e sair para o jogo. Eu fico feliz. Em 2012, quando eu cheguei ao Fluminense, a formação tinha o Edinho de primeiro volante, o Deco pela esquerda e eu pela direita. Eram dois volantes, com um meia pelo lado esquerdo, mas na mesma formação. Três homens de meio-campo. Eu ajudava no ataque, e é o que gosto de fazer. Não gosto de ficar limitado, só marcar ou só atacar. Gosto de conciliar essas duas funções. 

E qual sua avaliação do Marcelo Oliveira até aqui? 
Ele é fantástico. Não ganhou dois títulos consecutivos com o Cruzeiro à toa. Não é um treinador que conquistou o nome que tem à toa. Ele nos dá uma liberdade muito grande, é um cara sincero, procura sempre estar conversando... O elenco que você tem no Palmeiras, deixa fora vários jogadores que seriam titulares em qualquer time do Brasil... Ele sempre passa tranquilidade, que o momento certo vai chegar. Ele recebe admiração de qualquer um.  
O quanto influencia a parte psicológica, essa relação entre o técnico e o elenco? 
Eu trabalhei com muitos treinadores que tiram e não dão satisfação. Você está jogando sempre, o resultado não vem, e o treinador te tira sem dar satisfação, sem conversar. Não é obrigação dele fazer isso, tanto que tem treinador que não faz. E ele (Marcelo) sempre está conversando. Entende que o jogador que não está tendo oportunidade pode ficar chateado, perder a confiança. Quantas vezes vimos um jogador que não joga com tanta frequência dar um título? É a auto-estima. Eu louvo essa característica do Marcelo.  
Quando você acha que o time estará pronto? O que falta? 
Estamos em fase de entrosamento. Tudo está caminhando, mas é difícil. A equipe mudou muito. É uma questão de percepção. Você perceber o que seu companheiro vai fazer, o posicionamento dele sem a bola... Eu, como volante, por exemplo, tenho de saber o que o Dudu vai fazer, qual vai ser a movimentação dele. Você só adquire com o tempo. Estamos muito próximos de agregar esse valor. O meu com o do Dudu, o dele com o Arouca, o do Arouca com o do Zé Roberto... Quando conseguirmos ter esse entrosamento, vamos subir.
Fonte: GE

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