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Os 3 zagueiros e a defesa que ainda é uma ameaça.


O 3-5-2 foi a alternativa que algumas equipes da Europa encontraram na parte final dos anos 80 para tentar conter o inteligente 4-4-2 que dominou o cenário no início daquela década. A lógica, num futebol que ainda não usava tanto o preparo físico e guardava muito mais as posições, era simples: como o adversário atacava com apenas dois atletas lado a lado, bastariam três defensores - um para cada lado do campo e um terceiro fazendo a “sobra”, o líbero, que além de tudo ainda podia aparecer no ataque como elemento-surpresa. Assim, os antigos zagueiros-laterais passaram a ser apoiadores, os chamados “alas”, e o ataque pelos flancos voltou a ser uma alternativa interessante, já que a retaguarda permanecia protegida.

O esquema não durou muito justamente porque a preparação física passou a ser mais valorizada e, com atletas mais móveis e mais disciplina tática, o 4-4-2 achou meios de se sobrepor ao esquema com três zagueiros, que desta forma caiu em desuso.

Mesmo assim, o 3-5-2 ou mesmo sua variação 3-6-1 ainda podem ser boas alternativas táticas em determinados momentos de uma partida. Marcelo Oliveira usou isso contra o Botafogo e o placar foi aumentado. Egídio adorou. Mas para que o esquema funcione bem, é preciso ter três bons zagueiros. Trocar um bom volante por um zagueiro ruim apenas aumenta a fragilidade do time – e justamente num setor onde não pode haver falhas.

No início do ano manifestei preocupação com o setor defensivo. Melhorou um pouco: Edu Dracena foi um dos melhores em campo nos dois jogos em Montevideo. Roger Carvalho fez vinte minutos interessantes em Ribeirão e já havia treinado sem problemas no Uruguai. Leandro Almeida sinalizou em três jogos que pode ter deixado para trás a péssima performance que exibiu em 2015, enquanto Thiago Martins segue observando e aprendendo e Nathan aguarda a definição se será ou não negociado.

Com a recuperação de Dracena, podemos ficar um pouco menos aflitos com a zaga – mas essas evoluções ainda parecem insuficientes para que uma nova experiência com três zagueiros num jogo mais complicado nos mantenha tranquilos. Seguimos com a impressão que a montagem de elenco na retaguarda está aquém de nossas necessidades e a nova disposição do treinador de alterar o esquema de jogo para três zagueiros só aumentou essa impressão.

Resta-nos torcer para que Edu Dracena se recupere logo e dê um bom encaixe com Vitor Hugo e para que Leandro Almeida e Roger Carvalho confirmem as razoavelmente boas impressões que deram nas primeiras movimentações do ano. Ou que uma solução criativa apareça, algo como Thiago Santos na zaga (algo que o camisa 21 declarou taxativamente não estar em seus planos).

Por enquanto, essa alternativa com três zagueiros, apesar de representar uma louvável disposição de Marcelo Oliveira de tornar o time menos previsível, está bem longe de ser considerada aprovada. Foi testada em apenas um jogo e tem muito a evoluir. Mas aflige, sobretudo, porque os atletas ainda não mostraram o grau de confiabilidade necessário. Ainda não, mas estamos torcendo.
Fonte: ESPN FC

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