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Aberta a negociações na arena, WTorre minimiza ruptura com AEG.


Desde o último mês de fevereiro, a WTorre administra a arena do Palmeiras sem a colaboração da AEG. A construtora, além de minimizar a recente ruptura com a empresa norte-americana, se diz aberta a eventuais negociações em relação ao estádio.

Segundo Rogério Dezembro, presidente da WTorre Entretenimento, nos últimos 18 meses pelo menos seis grupos procuraram a construtora em busca de informações sobre a arena, mas as consultas não evoluíram para negociações efetivas. Atualmente, ele está aberto a ofertas.

“O plano de negócios da arena não prevê isso, mas se chegar uma proposta interessante, temos obrigação de analisar. Não haveria problema algum em comercializar parte do controle da arena, desde que faça sentido dos pontos de vista financeiro e estratégico. A WTorre tem a cultura de contar com sócios em diferentes segmentos”, disse Dezembro à Gazeta Esportiva.

Em litígio desde o começo de 2014, Palmeiras e WTorre discutem questões relativas ao Palestra Itália em arbitragem. A Real Arenas Empreendimentos Imobiliários, braço da construtora responsável pelo estádio, vive situação financeira desfavorável.

Em 2011, na tentativa de atrair grandes eventos ao local, a WTorre assinou contrato de 10 anos de duração com a AEG, gigante mundial no ramo de administração de arenas, responsável pelo Staples Center (Los Angeles) e pela O2 (Londres), entre outras. Em fevereiro, com as duas partes insatisfeitas, o acordo acabou desfeito.

“Efetivamente, eles nunca assumiram”, disse Rogério Dezembro. “É uma empresa muito competente no exterior, mas que no Brasil não achou um modelo eficiente de atuação. Prova disso é que também não teve boa performance na Arena da Baixada, na Arena Pernambuco e no Maracanã”, completou.

De acordo com o presidente da WTorre Entretenimento, o final precoce do acordo com a AEG não teve consequências negativas à administração da arena. Rogério Dezembro trata como uma decepção o insucesso da parceria com a gigante dos Estados Unidos, que poderia durar 30 anos.

“Desde a pré-abertura da arena, vimos que eles não estavam conseguindo entregar o que havia sido acordado e montamos uma equipe própria. (A saída da AEG) teve impacto zero. É uma frustração para nós, mas a empresa não foi feliz em encontrar um modelo que permitisse transferir ao Brasil o know-how excepcional que possui”, afirmou.
Fonte: Gazeta Esportiva

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