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Análise: sem padrão tático, Palmeiras recebe outra aula de bola em Osasco.


O torcedor do Palmeiras, hoje em dia, não tem 100% de otimismo antes de nenhum jogo. Seja o adversário o desconhecido River Plate uruguaio, a Ferroviária, o Linense. Seja na arena, seja fora de casa. Às vezes, o time até surpreende e vence um clássico, mas, uma semana depois, é derrotado pelo Audax, como aconteceu neste domingo: 2 a 1, em Osasco.

A equipe agora treinada por Cuca – treinada entre aspas, já que teve pouquíssimo tempo para ensaios – pode reclamar de um pênalti não marcado em Robinho, mas foi dominada no primeiro tempo por um oponente muito organizado, que tem formação e estratégia bem definidas de longa data. O Palmeiras, ao contrário, ainda não tem padrão algum. É preciso mudar muita coisa mesmo, como planeja o treinador.


Não é só vontade. Falta um pouquinho mais de vontade, sim, mas isso talvez seja o de menos. Os principais pontos fracos são outros. O próprio comandante citou alguns deles na dura entrevista coletiva pós-jogo. Entre outras coisas, é preciso melhorar: transição da defesa para o ataque, diminuição de espaço, recomposição defensiva, bola parada...

No domingo, acuado de cara pelo Audax, o Palmeiras foi vazado aos 10 minutos do primeiro tempo, após pênalti cometido por Zé Roberto. Daí em diante, perdeu-se o mínimo de organização que havia sido combinada na teoria, já que quase não houve prática na Academia de Futebol. O que se viu em Osasco foi uma aula de bola.

Os palmeirenses tentaram compensar na vontade, mas correr a qualquer custo saiu caro. Principalmente contra uma equipe que, com um goleiro líbero, tem sempre um a mais. Você abandona posição, oferece espaços, é envolvido. Aos 30 minutos, Camacho arrancou de trás, tabelou com extrema facilidade, invadiu a área e fez um golaço. 
– A gente não está conseguindo marcar nem jogar – resumiu no intervalo o zagueiro Vitor Hugo, que ganhou a braçadeira de capitão mesmo com Zé Roberto em campo.

No segundo tempo, Cuca tentou melhorar a saída de bola recuando Robinho como segundo volante e substituindo Gabriel pelo atacante Rafael Marques. Alecsandro, cansado, deu lugar a Lucas Barrios. A transição para o ataque, no entanto, não ficou legal mesmo assim. Num time sem padrão, cada hora o colega está num lugar diferente. Pior: dificilmente, ele está no lugar correto. Assim, a zaga e o próprio Robinho voltaram a apelar para os chutões, e na maioria das vezes o Palmeiras não consegue ganhar a bola que a defesa rebate.


No intervalo, tentativa de Cuca foi recuar Robinho para ajudar na transição do campo de defesa para o ataque; mais tarde, gastou a última substituição trocando Gabriel Jesus por outro velocista: Erik, que entrou bem, assim como Barrios


A única "segunda bola" que sobrou, na entrada da área, Barrios aproveitou. O paraguaio chutou e vazou Sidão, reserva que acabara de entrar no lugar do lesionado Felipe Alves. Sem o goleiro líbero, o Audax viu o Palmeiras ter mais a bola e pressionar pelo empate. Que poderia ter saído numa grande chance perdida por Dudu. Ah, sim, acrescente "finalização" na lista de pontos a serem trabalhados até a partida de quinta-feira, contra o RB Brasil, no Pacaembu.
Fonte: Globoesporte.com

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