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Cuca sofre com histórico bagunçado do Palmeiras, e time afunda; análise.



Bagunça, desorganização, confusão... Qualquer um desses termos define bem o que foi o Palmeiras em campo na goleada por 4 a 1 sofrida para o Água Santa, neste domingo, em Presidente Prudente.

Em busca da primeira vitória à frente da equipe, o técnico Cuca mudou a escalação novamente, mas viu os velhos problemas se repetirem. E de novo assumiu uma culpa que passa longe de pertencer a ele. Resultado: o Palmeiras agora é lanterna do Grupo B do Paulistão.

Os espaços deixados por Lucas na lateral direita (que o levaram a ser substituído por João Pedro no intervalo), os apagões da defesa no jogo aéreo e o buraco na transição com o ataque são conhecidos da torcida desde o ano passado. Cuca busca um time ideal, enquanto tenta sanar problemas técnicos e táticos que não deveriam existir a esta altura em um grupo cuja base foi formada no início de 2015. 

Cada gol sofrido pelo Palmeiras parece um replay para o torcedor. Contra o Água Santa, a equipe foi para o intervalo, pela terceira vez consecutiva, com uma desvantagem de dois gols no placar. Um dado muito preocupante, levando em conta que os dois adversários anteriores foram Audax e RB Brasil. E que o Água Santa, que não vencia havia seis rodadas, tinha sido goleado por 4 a 0 pelo Novorizontino três dias antes. 

No Prudentão, Cuca optou por um esquema mais cauteloso, com Thiago Santos dedicado somente à marcação – deixando Jean no banco de reservas. O setor coberto pelo volante ficou mais resguardado, mas o Palmeiras continuou frágil nas laterais. A lenta recomposição da linha defensiva ficou evidente no primeiro e no terceiro gol do Água Santa. 


Palmeiras começou a partida com Thiago Santos como volante de contenção

Quando não tem a bola, o Palmeiras sofre para recuperá-la. No jogo deste domingo, a equipe acumulou míseros cinco desarmes durante os 90 minutos, contra 36 do adversário. Mesmo com maior posse, o Verdão parece não saber o que fazer quando precisa agredir, ir para cima. Erra passes, exagera nas bolas levantadas (foram 32, contra 8 do Água Santa) e não traz novidades em relação às partidas anteriores.

Com um ataque desfalcado de Barrios, Cristaldo, Dudu e Gabriel Jesus, Cuca viu o Palmeiras finalizar 21 vezes, mas criar apenas quatro chance reais de gol. Jogadores com menos chances à época de Marcelo Oliveira, como Erik e Régis, passaram longe de aproveitar as oportunidades dadas neste domingo. Erraram tanto quanto os respectivos concorrentes e tornaram a dor de cabeça do técnico ainda maior. 


Com Régis, Cuca buscou maior presença de ataque: sem sucesso

Nem mesmo a entrada do experiente Zé Roberto na vaga de Erik, última cartada de Cuca, surtiu efeito. O gol contra de Roger Carvalho – último do Água Santa, que ainda mandou uma bola na trave nos minutos finais –, simboliza bem o que vem sendo o Palmeiras neste início de temporada. 

O título da Copa do Brasil, conquistado de forma justa e com participação histórica da torcida, fez com que muitos erros fossem deixados de lado. Inconsistências de um time que atravessou novembro inteiro sem vencer antes de levantar a taça. E que levou a diretoria a falar em "projeto Mundial" ao contratar reforços no início deste ano. 

É surreal o Palmeiras ocupar a lanterna do seu grupo no Campeonato Paulista, atrás de Ituano, Novorizontino, Ponte Preta e São Bernardo. Em um formato em que a classificação dos grandes, considerados cabeças-de-chave, parece óbvia, a equipe passa sufoco. 

Diante de um elenco com 33 jogadores contratados em menos de um ano e meio, Cuca fala em reavaliação e pede reforços. E com razão. O Palmeiras corre contra o tempo: faltam apenas três jogos na primeira fase do Paulista, o jogo decisivo contra o Rosario Central pela Libertadores se aproxima... Entre protestos da torcida e pressão interna, a busca é por um equilíbrio que passa longe do time atualmente.
Fonte: Globoesporte.com

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