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Palmeiras espera punição ao Nacional por racismo.


A Conmebol tem uma boa oportunidade de mostrar que vive uma nova fase e impor uma pena severa ao Nacional pela injuria racial contra Gabriel Jesus, na quinta-feira. O Palmeiras fez sua parte oficial, formalizou a reclamação e agora espera uma punição da entidade ao clube uruguaio.

Gabriel Jesus não falou sobre o assunto. Foi blindado para evitar polêmicas e a diretoria do Palmeiras, logo após o jogo com o Nacional, já havia mandado para a confederação as imagens onde um torcedor imita um macaco em direção ao garoto. 

Na sexta-feira, em seu site oficial, o clube divulgou uma nota de repúdio e disse condenar qualquer prática de discriminação. Pelo menos por enquanto, são as atitudes que a diretoria alviverde deve tomar e agora irá aguardar um posicionamento da Conmebol. A ideia é não bater de frente com a entidade, e deixá-la à vontade para decidir se pune ou não o time uruguaio. 

Nenhum dirigente veio a público se manifestar e coube ao goleiro Fernando Prass a missão de falar em nome do clube e pedir providências. “Temos de ter uma posição firme. Não sei qual vai ser e dificilmente temos visto posições firmes para condenar essas coisas, mas o Palmeiras vai defender seu atleta. Para mim é um dos crimes mais repulsivos que existe”, disse Prass.

O regulamento disciplinar da Conmebol é dúbio em relação ao caso. No artigo 12, parágrafo 2, diz que a pena para o clube que tiver um torcedor cometendo discriminação de cor, raça, etnia, idioma ou religião terá que pagar uma multa de U$S 3 mil (R$ 10,7 mil). 

Mas no parágrafo 3 diz que no caso de qualquer circunstância que a entidade julgar necessária, poderá impor sanções adicionais, que vão de um a dois jogos com portões fechados, proibição de atuar em seu estádio, concessão da vitória ao adversário, perda de pontos ou até desclassificação da competição. 

Mas a chance do Nacional sofrer uma pena alta parece algo fora de cogitação até mesmo entre os palmeirenses. Embora a Conmebol tenha prometido adotar posturas mais rígidas, o fato de ter sido algo isolado, feito apenas por um torcedor, faz com que não acreditem em uma punição mais exemplar. 

A situação parece ter incomodado tanto Prass que, embora o goleiro espere uma postura rígida da Conmebol e do Palmeiras, acredita que a punição ao Nacional não é o suficiente. 

“Não resolve, porque é uma questão ampla da sociedade. Passa muito por educação e a gente que é pai é o maior instrumento modificador disso. É importante olhar dentro de casa para ver a educação que está sendo dada para seu filho”, pediu o goleiro. 

O Estado tentou falar com a mãe de Gabriel Jesus para saber como ela reagiu ao ver o filho ser agredido verbalmente, mas ela avisou que não gostaria de comentar o assunto. O garoto, embora também tenha evitado os microfones, demonstrou tranquilidade no desembarque da equipe na tarde de ontem, no Aeroporto de Cumbica. 

A reportagem conversou com pessoas ligadas ao atleta e eles falaram que Gabriel realmente não ficou nervoso, mas sim, chateado com o fato. 

OUTRA VEZ

No fim do ano passado, Gabriel Jesus passou por outra situação constrangedora. Acompanhado por um amigo não identificado, ele foi parado em uma abordagem policial. Na imagem, o palmeirense aparece recebendo os documentos das mãos de um oficial e deixando o local como passageiro em um carro branco. 

Na ocasião, levantou-se suspeitas de que ele tenha sido parado por racismo, já que estava em um carro mais moderno andando na periferia da cidade. Na ocasião, o jogador também preferiu não falar do tema.

Fora de campo, o atacante precisa conviver com o preconceito, dentro das quatro linhas ele já ganhou pontos com o técnico Cuca. No final da partida, o treinador avisou que ele deve ser titular no jogo com o Osasco Audax, domingo, pelo Paulista.
Fonte: Estadão

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