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Veja 8 pontos que o novo técnico tem de melhorar ao assumir o Palmeiras.


Seja quem for – ao que tudo indica, deverá ser Cuca –, o substituto de Marcelo Oliveira no comando técnico do Palmeiras terá muito trabalho. Em análise pública do diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, feita após a derrota em casa para o Nacional, o time não vem jogando bem há muito tempo, apesar do título da Copa do Brasil de 2015.

O dirigente não está errado. O treinador demitido na quarta-feira teve toda a pré-temporada, quando recebeu mais oito reforços - ainda que alguns façam apenas número -, para melhorar a produção. Não conseguiu. Embora Marcelo Oliveira tenha até abdicado de seu esquema tático predileto, a equipe jamais deixou o torcedor verdadeiramente confiante.

Esse será o desafio do próximo treinador, que assumirá o trabalho precisando de grandes resultados, principalmente na Libertadores, já que o Palmeiras caiu para a segunda posição de seu grupo e agora enfrentará Nacional e Rosario Central, os principais concorrentes, fora de casa.
Não são poucos os problemas:

COMPACTAÇÃO E APROXIMAÇÃO
Ao substituir o 4-2-3-1 por um esquema com três volantes, Marcelo Oliveira tentou preencher melhor o meio-campo, proteger mais a defesa e dar liberdade para Jean ou Robinho chegarem à frente. Isso tudo, na teoria. Na prática, principalmente quando o time precisa buscar o resultado, a organização tática foi esquecida, com jogadores abandonando suas funções (e posições) originais tentando resolver sozinhos, espaçando as linhas e criando buracos. 

LINHA DE IMPEDIMENTO

Resultado um pouco também da falta de compactação. No segundo gol do Nacional, na última quarta-feira, quando o lançamento sai do campo de defesa uruguaio, Vitor Hugo está mais próximo ao círculo central, e Thiago Martins, seu parceiro de zaga, mais atrás, dá condição ao atacante. Zé Roberto levanta o braço e pede impedimento inexistente. Isso já havia acontecido contra outros adversários dentro de casa, como Capivariano (no único gol sofrido) e Linense.

CONCENTRAÇÃO E COMPROMETIMENTO


Não adianta acreditar na sorte ou levantar o braço e desistir da jogada achando que o assistente paralisará o jogo. Isso tem ocorrido com alguma frequência no Palmeiras. No domingo, Egídio deixou de acompanhar a subida de um atacante. Na quarta-feira, Vitor Hugo estava desatento e deixou que o atacante do Nacional chegasse antes na bola para fazer o primeiro gol.

PONTARIA

O Palmeiras tem criado boas oportunidades – as melhores no primeiro tempo, geralmente –, mas desperdiça a maioria. Não foi diferente contra o Nacional. Quando o placar estava 0 a 0, Dudu chutou uma bola na trave, e Gabriel Jesus bateu fraco cara a cara com o goleiro. Na derrota anterior em casa, para a Ferroviária, a equipe também perdeu gols no início da partida. É preciso calibrar o pé na hora de finalizar.

BOLA PARADA

Não há mal algum em explorar o bom jogo aéreo de Vitor Hugo, mas é a única jogada do Palmeiras em cobranças de falta: o zagueiro se posiciona no segundo pau para cabecear para o meio da área e esperar que alguém conclua à rede. Assim saiu um dos gols da final da Copa do Brasil. A jogada, no entanto, já está mais do que manjada pelos adversários. Não há variações pelo alto ou pelo chão. Nos escanteios, Vitor Hugo segue levando perigo. As faltas diretas a gol, Robinho e Jean não têm batido bem.


SEGURANÇA NAS LATERAIS

O ponto forte dos laterais do elenco palmeirense é o ataque, mas essa característica não tem funcionado. Pior: defensivamente eles têm deixado muito a desejar. Lucas, o titular pela direita, não vem repetindo as atuações que levaram seu nome a ser especulado na seleção brasileira, no ano passado. Robinho, volante daquele lado, é ofensivo por característica e tem dificuldade para ajudá-lo (foi por esse lado que o Rosario Central pressionou na semana passada). Do canhoto Zé Roberto, de 41 anos, não se pode esperar que apoie e defenda por 90 minutos.

ATENÇÃO À PARTE FÍSICA

É raroum jogo em que nenhum atleta da equipe se queixe de cãibra ou sofra uma lesão muscular. O time se cansa rapidamente porque corre de modo errado ou passa a correr de modo errado porque se cansa rapidamente? A diretoria acredita que a segunda questão é a verdadeira. Antes mesmo de demitir Marcelo Oliveira, a diretoria estava descontente com a preparação física. 

APROVEITAMENTO EM CASA

Fonte: Globoesporte.com

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