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Ex-Palmeiras revela: ficava de guarda para 'São' Marcos fumar escondido no vestiário.


O cigarro no futebol sempre foi um tabu. Apesar disso, vários grandes jogadores, como Cruyff, Maradona, Sócrates, Gérson, Zidane, Garrincha, George Best e Roberto Carlos, só para citar alguns, eram ou são fumantes até hoje. Neste grupo também aparece um dos maiores ídolos do Palmeiras e Penta do mundo com a seleção: o goleiro Marcos.

O "Santo" alviverde nunca gostou de tocar no tema. Apesar disso, antigos colegas de clube do arqueiro colecionaram uma série de histórias envolvendo Marcos e o cigarro.

É o caso do lateral esquerdo Gabriel Silva, que vestiu a camisa palestrina entre 2008 e 2012, e hoje é titular do Genoa, da Itália, emprestado pela Udinese.

De acordo com o ala, ele servia como "guarda" quando o goleiro queria fumar escondido, e ficava de olho para ver se ninguém ia aparecer enquanto o campeão da Libertadores de 1999 acendia um cigarro.

"O Marcão era uma figuraça. Quando estava machucado, fazendo fisioterapia, ele chegava e ia fumar lá no fundo da Academia. Eu ficava na maca do corredor na frente do vestiário, por onde as pessoas entravam", conta Gabriel, em entrevista ao ESPN.com.br.

Segundo o ala, o "Santo" não era fumante compulsivo. Só fazia uma pausa e fumava rapidamente, geralmente um cigarro, antes de retornar às atividades.

"Ele falava: 'Gabrielzinho, vou fumar, se alguém aparecer dá um grito, senão vão me pegar no flagra', e eu dizia: 'Tá tranquilo, Marcão!'. Ele fumava rapidinho no banheiro e voltava pro treino. Ele sempre deu sorte de nunca chegar ninguém, mas sempre tinha o pé atrás e pedia pra eu avisar, pois ficava com medo", relata.

Fã de "São" Marcos desde antes de jogar no Palmeiras, Gabriel Silva fala com muito carinho do amigo que fez no Palestra Itália. Ele conviveu muito com o arqueiro nos tempos de final de carreira do ídolo, quando as lesões perseguiram o atleta e o forçaram a se aposentar no início de 2012, em um anúncio emocionado.


'São' Marcos ganhou busto no Palestra Itália

"Pra mim, nunca vai existir um cara igual ao Marcão, ele trazia uma alegria enorme para todo mundo. Mas lembro bem quando ele decidiu parar, essa parte foi triste. Eu sempre gostei de chegar cedo ao treino, então ficava lá batendo papo com ele, que era o primeiro a chegar. Ele ficava de cabeça baixa, mas eu tinha vergonha de perguntar o que estava acontecendo", lembra.

"Um dia perguntei: 'Marcão, tá acontecendo alguma coisa?'. Ele respondeu: 'Não, Gabrielzinho... É que um dia você vai passar por isso. Não é fácil parar de jogar bola, você vai ver como é difícil. Eu lembro disso até hoje. Você parar de fazer o que você ama realmente é muito difícil, ele tem toda a razão, mas infelizmente a hora chega para todo mundo", ressalta o lateral esquerdo, de 24 anos.

Silva conta que Marcos teve momento de muita tristeza durante este período, mas sempre disfarçava para alegrar o ambiente no vestiário.

"Ele estava triste porque eram os últimos dias dele como jogador, mas quando o pessoal chegava e o treino começava, ele erguia a cabeça, abria um sorriso e voltava a ser o Marcão de sempre. É assim que eu gosto de lembrar dele", diz.


Marcos defendeu a camisa do Palmeiras entre 1992 e 2012

Gabriel Silva também conta que vários jogadores mais jovens do elenco palmeirense, principalmente os goleiros da base, eram "adotados" por Marcos, que virava um "paizão" para os atletas, sempre dando dicas de jogo e conselhos de vida.

Como todo pai, porém, uma hora era preciso lidar com alguns pedidos indesejados...

"O Raphael Alemão, goleiro reserva, era como se fosse um filho do Marcos. Só que todo dia ele chegava e pedia dinheiro emprestado, e o Marcão dava risada: 'Pô, Raphael, eu tenho cara de caixa eletrônico? Só tem eu pra você pedir dinheiro emprestado aqui? (risos)'. Essa turma era muito resenha, dá uma saudade enorme", finaliza Gabriel Silva.
Fonte: ESPN

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